nem com a minha, nem com a tua.
Nem quero!
E estou convencido de que nem sequer é suposto estar.
Aliás, estou até no lado oposto.
Mais ainda, tenho orgulho nisso!
Arrogante és tu!
Arrogante, convencido e metido a burro.
És um pária; és o erro de Descartes: durante anos procuraste algo lá cima e agora bradas aos ventos que não és menos térreo que uma laranjeira! E sim, até a laranjeira se riu que eu ouvi.
Faltam-te as asas dos anjos e a inocência dos animais: falta-te legitimidade.
E essa humildade que trazes na algibeira é uma desculpa que inventaste, tens vergonha de pensar. Tens vergonha de seres quem és. E é isso que espalhas, vergonha.
E és intrujão, vendes vergonha por altruísmo meu cabresto. Gato por lebre, cabrito por anho.
Mas eu perdoo-te, se até o barqueiro teve pena do idiota.
Agora imploro-te, não te faças de estulto; não gabes para ti aquilo que apenas serve aos Deuses e aos inocentes.
És um erro. Convence-te disso e talvez te safes.
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